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 Contrariando o Senso Comum e Trazendo Argumentos

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Cristu
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MensagemAssunto: Contrariando o Senso Comum e Trazendo Argumentos   01.12.12 20:33

Um tópico para todo mundo que tem algum conhecimento um pouco mais raro, espalhá-lo.

~~~~~~~~~~

Muitas pessoas reclamam que os impostos sobre carros é muito alto no Brasil. Assim, são veiculadas imagem como essa:


Spoiler:
 

Ora, não precisa ser gênio para perceber que as ruas já estão lotadas e que quase tudo que se pode fazer de carro se pode fazer com algum transporte público (embora o serviço brasileiro seja terrível). Além de ser um produto que gera muita poluição, seu uso quase sempre é supérfluo (apenas acrescenta conforto) e acarreta principalmente o congestionamento das vias públicas, como podemos observar em diversas capitais, principalmente nos horários de ida e saída do trabalho. Qual a solução para desincentivar o consumo de um produto? Sobe-se os impostos. No Brasil se tem uma cultura muito forte de ter carro e usar ele pra tudo, e isso precisa ser combatido, uma das formas é subindo os impostos, o que sacrifica um pouco da economia por ambientalismo e transporte público (que reverte à própria economia as perdas). Me lembro que há alguns anos atrás a MTV estava com uma campanha bem forte nesse sentido. É por isso que os impostos para carros são caros no Brasil, e deveriam ser mais caros ainda se você me perguntasse.

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Saikyo
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MensagemAssunto: Re: Contrariando o Senso Comum e Trazendo Argumentos   01.12.12 21:58

Então impostos altos em jogos e consoles são pra tirar incentivo em jogar?

Tu pode apoiar que uma das consequências positivas seria o não incentivo de comprar um veículo, mas são impostos altos porque não há uma gerência inteligente dessa grana pra gastos em melhorias, que acabam sendo desviadas ou super faturadas.

Pessoal compra carro não pra parecer um fodão, mas por questão de conforto e poder sair e chegar (teoricamente, por causa dos engarrafamentos...) em um local bem mais rapidamente que se fosse a pé ou de ônibus, que fica a mercê de veículos grandes com pouca manutenção, lotações, atrasados, motoristas e cobradores que fazem mal o serviço...

Eu acho que novas compras de carros tem de ser feita em conjunto de famílias e/ou amigos, fazendo um planejamento pra quem pode pegar o carro a que horas como também caronas e transporte, sendo assim a pessoa pode ter um meio de transporte mas sem ser um "desperdicio" de ser só uma pessoa dentro do carro. Um carro pra mim bem utilizado é aquele que tu transporte no mínimo duas pessoas ou que leve carga pra um lugar e outro (isso de qualquer outra forma é um estorvo, mesmo que tenha uma moto). Tem que ter uma mudança de mentalidade das pessoas compartilharem mais seus carros com colegas, amigos, familiares que tu ir pra faculdade ou trabalho forevis alone.

Mas ainda não me esqueço que tem o problema de poluição, sei que Nova Iorque já tem lei proibindo novos veiculos, e que é muito difícil manutenção das estradas conseguir "competir" com mais frotas novas vindo. Pelo menos por velocidade as pessoas podiam aprender a usar bicicleta por exemplo, agora transporte não tem jeito...há outras ações que tu possa tirar incentivo das pessoas comprarem o carro ou usarem demais como fazer com que uma pessoa só possa comprar um carro tendo uma carteira de motorista (tira aquela situação que cara tá no SPC mas tem amigo que não dirige pra ficar comprando o carro pra ele enquanto isso) ou faz tirar carteira de motorista MUITO mais difícil, além da vantagem que teriamos motoristas muito mais conscientes que hoje em dia.

TL;DR - Não é a forma certa desincetivar a compra de carro com impostos abusivos, tem outras formas que não pese no bolso para ter menos compras de carro, além de incentivar outros meios de locomoção não somente se limitando a ônibus, como caronas com amigos/familiares, bicicletas...
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Cristu
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MensagemAssunto: Re: Contrariando o Senso Comum e Trazendo Argumentos   01.12.12 22:31

Toda essa solução alternativa também está sendo dada simultaneamente. Há cidades nas quais quem dá carona tem direito a faixas especias, muito menos congestionadas. Há outras em que se pode usar o carro num dia, no outro não, entre várias e várias alternativas. Bicicletas também estão em pauta, por isso se comenta tanto sobre as ciclovias, etc. Há campanhas também, a propaganda da MTV que comentei, o manifesto dos ciclistas aqui em POA, que ficou famoso pelo fato de um motorista de carro ter acelerado e atropelado alguns, entre muitas outras.

Mas não adianta, mudar a mentalidade leva tempo e os resultados devem ser imediatos. Estima-se que várias cidades irão parar em poucos anos por causa de engarrafamentos. O conforto individual logo logo se converterá em desconforto e pobreza generalizada (economia entra em colapso sem transporte eficiente), então é necessário elevar os impostos para não comprarem mesmo, claro, sempre se respeitando um equilíbrio econômico, afinal não queremos ser odiados pelas multinacionais de veículos, que representam boa parte do quanto temos na carteira hoje.

O superfaturamento e a robalheira que se faz com o dinheiro dos impostos é um problema independente.

Quanto a pergunta "então impostos altos em jogos e consoles são pra tirar incentivo em jogar?" a resposta é sim. No direito do tributário existe o princípio da seletividade. Segundo ele "a tributação deve ser maior ou menor dependendo da essencialidade do bem, e do interesse da coletividade de que aquele bem seja consumido". Cada tipo de produto é avaliado indivualmente e é dado uma taxa de imposto pra ele julgando se ele é essencial, importante ou não, e se se quer que aquilo seja consumido ou não num determinado momento. Incentivo e desincentivos a determinados mercados são feitos aqui, aumentando ou diminuindo o tributo, sempre pensando no melhor pra coletividade como um todo, nunca individualmente.

É importante comentar, porém, que não existe ainda uma abordagem atual acerca dos jogos e consoles no Brasil, prepondera ainda uma visão arcaica, da época que jogo era coisa de bêbado viciado que jogava em cassinos clandestinos. Com a atual ascensão da indústria gamer no mundo inteiro, hoje faturando e movimentando a economia mais do que a indústria cinematográfica, é só questão de tempo pra isso mudar.

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MensagemAssunto: Re: Contrariando o Senso Comum e Trazendo Argumentos   02.12.12 15:37

Saikyo escreveu:
Pessoal compra carro não pra parecer um fodão
Há casos assim também. xD

Saikyo escreveu:
Mas ainda não me esqueço que tem o problema de poluição
Por isso pretendo comprar carro só quando os elétricos ou híbridos tiverem infra-estrutura pra circularem por aqui. (esperarei sentado)

Cristu escreveu:
Há cidades nas quais quem dá carona tem direito a faixas especias, muito menos congestionadas.
Quem vai fiscalizar isso? Todos sabemos que nossa fiscalização é meio falha...

Cristu escreveu:
Estima-se que várias cidades irão parar em poucos anos por causa de engarrafamentos.
Quem estimou?

Cristu escreveu:
É importante comentar, porém, que não existe ainda uma abordagem atual acerca dos jogos e consoles no Brasil, prepondera ainda uma visão arcaica, da época que jogo era coisa de bêbado viciado que jogava em cassinos clandestinos.
Já a alguns anos a mídia só tem retratado os games de forma positiva, pelo que eu saiba.
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A minha opnião é a seguinte.
Nessa imagem aí só diz o valor total do carro, não há nenhuma informação (seja verdadeira ou falsa) sobre o quanto de imposto e lucro da montadora ta incluído ali. Vocês só estão pensando na parte de impostos. Não acho que esse cara seja o dono da verdade, mas parece ter pesquisado sobre isso, então postarei um vídeo:


Se os carros continuam a serem vendidos mesmo com impostos altos, é porque tem quem os compre, sempre.

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Cristu
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MensagemAssunto: Re: Contrariando o Senso Comum e Trazendo Argumentos   02.12.12 16:20

Tyrr, o preço fora os impostos é outro assunto. Sim, o preço é alto porque tem quem compre, é o equilíbrio entre a oferta e a demanda.

Não sei quem fiscalizaria, precisaria ver em cada cidade. Não sei exatamente qual pessoa jurídica estimou, mas se você procurar sobre o problema do trânsito eventualmente achará todas as informações sobre isso.

A mídia tem retratado os games de forma positiva, mas me referi às leis.

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MensagemAssunto: Re: Contrariando o Senso Comum e Trazendo Argumentos   27.10.14 22:13

Um erro de lógica que vejo o tempo todo e me incomoda muito. O formato dos casos é assim:

A pessoa A vê um suposto membro do grupo B fazer algo que considera errado. Com isso, forma uma imagem de que todos os pertencentes ao grupo B fazem essa mesma coisa errada e por isso, não prestam. Posteriormente, A tem contato com mais pessoas do grupo B e tem acesso a vários contra exemplos. Mas se recusa a mudar a tese de que todos os membros do grupo B não prestam.

Por "A+B", porque esse pensamento é sinal de imperícia ou desonestidade intelectual:

raciocínio: capacidade de conscientemente fazer sentido das coisas, aplicando lógica e usando dados conhecidos e/ou novos para
-estabelecer e verificar fatos;
-mudar ou justificar práticas, instituições e crenças.

falácia: um argumento que usa um raciocínio pobre ou inválido. Sinal de imperícia(por imprudência ou negligência)  ou desonestidade intelectual.

lógica: uso e/ou estudo do raciocínio válido. Lógica pode ser grosseiramente dividida entre dedutiva e indutiva.

-Uma inferência dedutiva é valida quando "se e somente se", ou seja: não existe situação em que as premissas são verdadeiras e as conclusões são falsas. Ela trabalha por redução do escopo.
ex: uma propriedade é válida para todos os números reais. Logicamente, também será válida para os inteiros, que são subconjunto dos reais.

-Já uma inferência indutiva não pode receber valor verdade. Ela não prova nada, apenas da suporte a uma possibilidade. Trabalha com o aumento do escopo.
ex:uma propriedade é válida para todos os números inteiros. Nada certo, mas existe a possibilidade de que essa propriedade também seja válida para todos os reais.

A princípio, pode parecer que a lógica indutiva é inútil. Mas na verdade, ela é e pode ser usada para os mais diversos temas. Apenas é necessário algumas ressalvas
-a função da lógica indutiva não é provar nada, apenas dar suporte a uma possibilidade.
-por definição, a lógica indutiva é parcial (da "peso" para o que se conhece e ignora o não verificado para formar uma ideia sobre o todo), pois usa referência anedótica.
-porém, é uma forma poderosa de se "fazer sentido" de algo que não se verificou/não se pode verificar.
-é necessária a inclusão de um passo de revisão e outro de retenção em algoritmos que usam essa lógica, ou acaba se tornando uma falácia.

exemplo de um tipo de algoritmo que usa lógica indutiva: raciocínio baseado em casos. Os passos seriam
1:definir o problema,
2:procurar na database casos similares do passado que possam ser relevantes para a solução do problema atual,
3:testar a reutilização das soluções usadas em problemas anteriores,
4:revisar essas soluções, as adaptando até que uma funcionem no problema,
5:reter os novos dados obtidos, ampliando a database de casos antigos.

Pegando o exemplo do início, de pessoa A e grupo B. Digamos que o grupo B possui milhões de pessoas, e seja literalmente impossível formar uma imagem clara de todas. Pegar as características de um membro de B e usar como base para um modelo do grupo B é aceitável, mas isso não é uma prova. Isso significa que ao se ver um contra exemplo, essa tese teve ser revisada.

Caso contrário, se torna uma falácia...um argumento que usa um raciocínio pobre ou inválido, sinal de imperícia(por imprudência ou negligência) ou desonestidade intelectual.
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